A casa é sua, por que não chega logo?



14 janeiro, 2020
Amor

Essa é uma parte do refrão da música do eterno titã Arnaldo Antunes – A casa é sua – e hoje também é título desse entre outros posts que inauguram nosso blog. Uma amiga querida me apresentou essa música já há algum tempo, então achei que tinha tudo a ver aqui. Casou como queijo & goiabada. Você já vai entender o porquê.

A Amadoria – e nossa casa – funciona desde fevereiro de 2016 – e lá se vão 3 anos, e de lá pra cá já gerou e promoveu tantas conexões e trocas significativas que às vezes me parece que temos uns sete anos de portas abertas…

Muitas pessoas já nos conhecem, conhecem nosso espaço, nos acompanham nas redes sociais, entendem o conceito, o nosso sonho que virou projeto, mas ainda tem algo sobre o qual eu sinto que precisamos falar mais, sempre mais. E esse algo é um dos nossos valores mais preciosos, algo em que realmente acreditamos e que praticamos no dia-a-dia. É o tal do protagonismo.

Muito se fala hoje sobre a palavra, o conceito. O protagonismo, que era o papel principal daquele ator ou atriz de uma peça, tem sido cada vez mais discutido como habilidade sócio-emocional desejada e buscada em todo e qualquer lugar. Nas organizações, nas famílias, nas comunidades.

Pra mim, é a chave para vivermos nesse novo mundo de redes e conexões em que estamos vivendo. Um mundo em que a economia e a cultura colaborativa “exigem” de nós uma postura mais ativa em relação ao que queremos construir e realizar. Em que não mais podemos colocar a responsabilidade pelo nosso crescimento pessoal e profissional no outro.

Fizemos isso durante muito tempo. Quando as empresas eram verdadeiras mães, que cuidavam de seus filhos por 20, 30 anos… Quando um grupo pequeno de políticos davam todas as cartas e definiam os caminhos que as cidades deveriam seguir, com o mínimo de interação com a comunidade.

Os tempos são outros, meus queridos…

E a Amadoria está totalmente inserida nesse novo contexto. A casa é do coletivo, e nela qualquer um pode propor o curso, a aula, a oficina que quiser propor. Chamamos essa pessoa de anfitrião. A casa é do anfitrião, durante o período em que a vivência dele acontece. Nós, as co-fundadoras, nem sempre estamos em casa. Mas não precisa. Porque o anfitrião tem tudo o que precisa à disposição e à mão. Mas tem uma ferramenta que a gente não dá, ele precisa trazer com ele. Essa que citei aí em cima… o protagonismo!

Ele precisa querer fazer algo, se corresponsabilizar pelo que oferece, pelas pessoas que traz, pela limpeza do espaço… pode contar sempre com nossa ajuda, nossas dicas, nossa experiência… mas o protagonista, nesse caso, é ele. Ou ela.

No tempo em que estamos aqui, esse ainda é o nosso principal desafio: afirmar e reafirmar a corresponsabilidade.

Em uma outra ponta, temos também as pessoas que querem participar de tudo o que rola de bacana aqui. Essas também precisam ter a mesma habilidade… precisam se comprometer ativamente, buscar informações, fazer o movimento (às vezes, desconfortável) de pedir ajuda, oferecer permutas (quando não podem pagar)… enfim, agir em direção àquilo que desejam.

Temos muitos desafios nesse aspecto. Pra mim, o desafio maior do protagonismo esbarra na ilusão da separação, de não nos reconhecermos verdadeiramente pertencentes ao coletivo. E nos exige sair da reclamação para a ação. Abandonarmos a inércia e nos colocarmos em movimento. A princípio, em prol de nós mesmos, individualmente. E então, depois, a partir desse lugar, em prol de tudo o que queremos construir.

Então… vem cá, “a casa é sua, por que não chega logo?”

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Luciana Gallo é co-fundadora da Amadoria, facilitadora de processos colaborativos, de desenvolvimento pessoal, e de mudança organizacional. Mentora e palestrante, ajuda as pessoas a (re)significarem suas vidas e trabalhos. Atua na expansão do conhecimento e da consciência da pessoa e do profissional dentro das organizações.

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