O QUE A ECONOMIA COLABORATIVA TEM A VER COM O AMOR



25 setembro, 2020
Amor

A Economia Colaborativa – ou Nova Economia, como chamam alguns – já não é tão nova assim. Mas, a cada dia, tem ganhado mais espaço.

De uma forma bem resumida, trata-se de um conjunto de premissas para a melhor utilização de recursos. Quais? Recursos naturais, físicos, econômicos, de informação… e também recursos humanos!

Um modelo com poder social sem precedentes, e que precisa do amor para que possa se potencializar. Não estou aqui falando do amor romântico, mas o amor que os gregos reconheciam como “philia”, um afeto verdadeiro nascido da conexão entre as pessoas, advindo das relações sociais.

Claramente, nunca existiu tanta gente no mundo e, exatamente por isso, precisamos de novos olhares para a sustentabilidade integral e o compartilhamento.

A economia colaborativa exige, assim, uma mudança de mentalidade, tendo sua base na confiança e na maior interação direta entre as pessoas.

Na teoria, negócios que surgem com o DNA da economia colaborativa visam também fazer o bem para o coletivo. Sem desvalorizar a necessidade de lucro e de prosperidade financeira, essas empresas querem realizar seu propósito massivo transformador. Primam pela autenticidade e transparência nas interações, mais um ponto em comum com o amor.

Umas das expressões mais famosas vinculadas à economia colaborativa é a economia compartilhada, ou, em inglês, sharing economy. Ela valoriza o acesso ao invés da propriedade. Seus principais verbos são: reduza, reuse, recicle, repare e redistribua. Quer mais amor do que isso?!?

Mas a economia do compartilhamento é apenas uma das formas da economia colaborativa. Existem outras.

O crowdfunding, ou financiamento coletivo, é uma dessas outras. Também já é uma realidade para tirar projetos e idéias do papel. O empreendedor do sonho, projeto ou negócio faz uma captação financeira de terceiros por conta própria ou com ajuda de plataformas digitais. Como contrapartida, os patrocinadores ganham as chamadas recompensas, que variam de acordo com o valor investido, e a natureza do negócio. Movimento que, quando bem estruturado, gera um sentimento forte de engajamento, pertencimento – e porque não dizer – de amor dentro da comunidade envolvida.

A Economia do dom – também conhecida lá fora como gift economy – traz de volta o costume ancestral das trocas. Se tenho algo a oferecer, e preciso de outra coisa que você tem, podemos trocar… certo? Ainda há um universo de possibilidades nessa dinâmica das trocas – da qual fomos nos distanciando à medida em que ficamos grandes demais – mas podemos sempre retomar essa prática que, no limite, diminui a necessidade de capital financeiro e aumenta as conexões humanas (mais um ponto para o amor).

E o que falar dos coworkings, então? Em que pese a pandemia ter parado por um tempo as grandes cidades, grande parte delas ainda estão repletas deles. Espaços de trabalho compartilhados em que você não só divide uma mesa, uma sala, mas também possibilidades de negócios e parcerias que podem gerar bons frutos.

Até 2019, projeções de grandes consultorias ao longo do mundo mostravam que a economia compartilhada deverá movimentar mundialmente centenas de bilhões de dólares até 2025. Ainda que não saibamos muito bem como o mundo irá se recuperar de tudo o que aconteceu ao longo de 2020, fato é que a economia colaborativa continuará na moda. Talvez mais do que nunca!

E o amor? Tomara que siga junto!

______________________________

LUCIANA GALLO

Luciana Gallo é co-fundadora da Amadoria, facilitadora de processos colaborativos, de desenvolvimento pessoal, e de mudança organizacional. Mentora e palestrante, ajuda as pessoas a (re)significarem suas vidas e trabalhos. Atua na expansão do conhecimento e da consciência da pessoa e do profissional dentro das organizações e das comunidades.

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