1º DE MAIO DE 2020, DIA DO TRABALHO…. DÁ PRA COMEMORAR?



1 maio, 2020
Bem estar

Esse não é um texto motivacional, romântico… tão pouco pessimista ou sensacionalista. É um texto sobre a vida real. Sobre a vida possível. 


Hoje é o dia do trabalho, o dia internacional do trabalho. E uma data que “cai”, esse ano, no meio de uma pandemia, no meio de uma das maiores crises de saúde que muitos de nós já presenciou. Uma crise de saúde física, mental, financeira, estrutural, ética, espiritual, humana.


Qualquer discussão acerca de qual dessas saúdes é a mais importante, a meu ver, é inútil. Somos seres integrais e, como tais, um mosaico de todos esses aspectos. Somos seres bio-psico-sociais-emocionais.


E o trabalho tem uma grande importância nessa equação. Além de nos permitir pagar os boletos, e patrocinar nossos sonhos de ter e viver experiências que precisam de dinheiro para se concretizarem, eu sempre defendi que o trabalho tem um expressão forte de cunho espiritual. Expressa – ou deveria expressar – o meu melhor servir. Me coloca – ou deveria me colocar – no meu lugar no mundo. Desenvolve meu senso de utilidade e de humanidade.


Mas muitas pessoas não chegam nessa conclusão, ou não vivem o trabalho em nenhuma outra dimensão que não a de pagar contas, de sobreviver. Algumas porque não querem, outras porque não podem.


Tenho a clareza que a discussão do “porque você faz o que você faz” ou “qual é o legado que você quer deixar para o mundo” ainda está restrita a uma bolha de privilegiados. 


Mas quero aqui tentar falar a todos, e incluir o máximo possível de pessoas, e responder à pergunta que veio no título desse texto: “dá pra comemorar?”


Independentemente se você faz parte do primeiro grupo (que tem o trabalho apenas como fonte de renda, e não pensa nele como fonte de vida), ou do segundo grupo (que está buscando ou já encontrou significado no seu trabalho para além do financeiro e do status), pode comemorar.


Independentemente se você perdeu ou não seu “emprego”, sua fonte de renda, seu “freela” nos últimos dias, pode comemorar.


Independentemente se seus rendimentos e produtividade caíram, se seu salário foi reduzido, se seu contrato de trabalho foi suspenso ou reajustado, pode comemorar.


Pode comemorar porque, enquanto houver ser humano nesse mundo – e acho que ainda duraremos um tempo por aqui – haverá trabalho. 


Ele vai vir com outros nomes, com outras configurações, outros ajustes. Exigirá outro tipo de esforço, individual e coletivo.


Mas a troca de saberes, de técnicas, de produtos e serviços, de dinheiro, a circulação disso tudo… continuará existindo.


Ainda não dá pra fazer previsões mais assertivas, e a disciplina de futurismo que conhecemos e estudamos até então terá que ser atualizada, mas vamos reinventar as nossas entregas para nossos co-viventes. 


Diante dos acontecimentos externos, e de tudo o que estou vivendo no meu mundo interior – que alterna entre momentos de esperança e desesperança no intervalo de um nascer e um pôr do sol – só tenho uma coisa a dizer: vamos celebrar sim, porque enquanto houver vida, haverá trabalho. 

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Luciana Gallo é co-fundadora da Amadoria, facilitadora de processos colaborativos, de desenvolvimento pessoal, e de mudança organizacional. Mentora e palestrante, ajuda as pessoas a (re)significarem suas vidas e trabalhos. Atua na expansão do conhecimento e da consciência da pessoa e do profissional dentro das organizações.

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